Três vezes Mick Jagger
Fabiane Pereira

18.02.2016

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Mick Jagger já está entre nós, cariocas, literalmente. O popstar e sua banda – a mais famosa (ainda atuante) do planeta – já chegaram ao Rio de Janeiro para o supershow que farão no dia 20 de fevereiro, no Maracanã, e que acontece 10 anos após a apresentação gratuita na Praia de Copacabana. A turnê dos Rolling Stones passará pelo Rio, São Paulo (dias 24 e 27 de fevereiro) e Porto Alegre (2 de março).

 

Eu não vou ao show. Pausa dramática. Sou fã, claaaaro, dos ingleses, mas sou uma profissional liberal e autônoma, e os meses de dezembro, janeiro e fevereiro não foram os mais prósperos... Precisei optar entre pagar o condomínio ou o ingresso, e meu ascendente em capricórnio falou mais alto. Mas se eu fosse você, iria...eu mesma ainda não estou certa da minha decisão e é bem capaz de gastar três vezes mais comprando um ingresso amanhã, em cima da hora, na mão de um cambista (desculpe se isso for incentivar a malandragem, mas sendo show dos Stones entra na cota de perdão por justa causa).

 

Há dez anos eu era uma das milhares de pessoas espremidas nas areias de Copacabana. Era fevereiro de 2006 e o Brasil estava num momento otimista como eu, talvez, jamais volte a ver. A estrutura para o evento foi pensada com muito cuidado: uma passarela ligava o palco ao hotel Copacabana Palace, onde a banda estava (e hoje também está) hospedada, para facilitar sua passagem. Os Rolling Stones subiram ao palco num misto ensurdecedor de aplausos e gritos. Muitos policiais e seguranças se infiltraram no meio da multidão para assegurar que tudo saísse bem. E deu certo. Deu muito certo. Deu supercerto. Foi incrível. E até hoje o show é considerado um dos maiores da história da música. Por isso e por serem os Stones, não perca este show.

 

E falando do quarteto, um documentário polêmico foi lançado em comemoração aos cinquenta anos da banda, já completados há quase três. A polêmica já começa no título, que foi tirado da canção pornográfica "Cocksucker Blues" que fala sobre um garoto que faz sexo oral e anal com policiais. Mas o documentário é bem mais polêmico que isso.

 

 

A começar por ele ter sido encomendado e proibido pela própria banda (!!). Inserida na máxima "sexo, drogas e rock'n'roll", a película fala sobre a turnê que eles fizeram no final dos anos 1960, início dos 1970. Imagens imperdíveis de Keith Richard, Charlie Watts e Mick no auge da juventude, loucura e beleza também valem o filme. Ron Wood só entra na banda em 1975, portanto, se "livrou" deste "problema".

 

Mas como Mick tá em todas, ele também está nos bastidores de Vinyl, nova série da HBO que estreia no dia 14 de março e mergulha na tríade de loucuras do punk rock setentista. Um dos roqueiros mais provocantes (e picantes) do mainstream é um dos idealizadores e produtores do programa, ao lado de Terence Winter e Martin Scorsese. A produção, que tem ainda James Jagger, um dos sete filhos de Mick, como vocalista de uma banda de punk rock, trata da vida (loka) de músicos, profissionais de rádio e donos de gravadoras de Nova Iorque daquela época.

 

Mais uma série pra gente se viciar.

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