Rock in Rio – Pra lavar a alma!!!
Fabiane Pereira

28.09.2015

Foto: Mauro Pimentel | Veja

Uma mistura de exaustão e 'quero mais' tomava conta da Cidade do Rock no último dia de festival. Foram mais de cinquenta shows, incluindo os da Rock Street, e eu só tenho a agradecer por ser uma exploradora do Submarino, que tem investido cada vez mais em disseminar cultura.

 

Ao contrário dos outros dias de festival, o tempo amanheceu nublado, e a pergunta mais ouvida era: será que o Cobra Coral vai errar? Errou e feio – embora o temporal de ontem não tenha tirado o mérito da fundação espiritual que conseguiu 'afastar' as nuvens durante os outros seis dias de rock (cidade de Sucupira!).

 

Os músicos da Suricato abriram o último dia de shows, e foi bonito ver a emoção de Rodrigo Nogueira, vocalista da banda, tocando com Raul Midón. Na sequência, Aurea + Boss AC fizeram um show com sotaque português para uma plateia que desconhecia completamente o repertório, mas entrou no clima. O encontro dos mestres Al Jarreau e Marcos Valle foi nostálgico, como era de se esperar. Nesta hora, os raios e trovões já davam o clima e uma palinha do temporal que estava por vir.

 

 

No Mundo, um Toni Garrido inspirado abriu os trabalhos com sua Cidade Negra. A banda que tem mais de 25 anos de carreira enfileirou hit atrás de hit e pôs a Cidade do Rock pra dançar o reggae. Encerrando a programação do palco Sunset, um show em homenagem aos 450 anos do Rio de Janeiro. Zé Ricardo, curador do palco, fez um trabalho primoroso e apresentou aos cariocas encontros musicais antológicos, como o de Pepeu e Baby, no terceiro dia de festival.

 

 

AlunaGeorge não era conhecida do público que estava na Cidade do Rock nem dos espectadores que acompanhavam a transmissão pela TV ou internet. Apesar de ter feito o show debaixo de chuva, a dupla britânica mandou superbem e saiu do palco repleta de fãs. O A-HA se apresentou debaixo de uma tempestade, mas eram tantos sucessos que o público não se importou em cantar e dançar debaixo de um toró. Quem tinha mais de 30 anos, pôde se lembrar da adolescência e foi muito feliz... Tipo eu!

 

Passada a chuva, Katy Perry entrou no palco e fez um showzaço, que misturou musical da Broadway e programa de TV infantil dançante. Simpática e colorida, Katy chamou uma fã pra subir ao palco – a sortuda Rayane –, tirar selfie e ainda ganhar um tapinha no bumbum. A jovem, que estava visivelmente emocionada, não acreditava no que estava acontecendo. Neste momento, o temporal era só de hits, com um figurino lindo a cada bloco de músicas. Eu, que achei que não saberia uma música da estrela pop, cantei quase tudo junto com os KatyCats.

 

Lição do dia que levarei pra vida: MÚSICA LAVA A ALMA! 

 

Foi lindooo, Rock in Rio 2015! Obrigada, Submarino! Obrigada, GoPro! E que venha 2017!

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