Rock in Rio – Clima de festival europeu e Rihanna
Fabiane Pereira

27.09.2015

No sábado, o sol escaldante deu uma trégua e a Cidade do Rock ficou repleta de cangas espalhadas, com jovens bebendo cerveja e assistindo aos shows naquele climinha de festival de música europeu. Além disso, tinha jogão no Maraca (Flamengo X Vasco) e muitos se dividiram entre as atrações do Rock in Rio e o clássico do futebol carioca, que era exibido em alguns estandes.

 

Abrindo os trabalhos no Sunset, os Brother's of Brazil faziam um show divertidíssimo. Só que o assédio ficou todo em cima do pai de Supla & João: o Secretario de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy. O ex-senador foi tão assediado, que mal conseguia assistir ao show dos filhos, que inclusive ganharam um coro na hora do clássico "Garota de Berlim". Eu, claro, também pedi uma selfie. Afinal, é raro ver um político bacana dando sopa, né?

 

Na sequência, Erasmo Carlos e a banda Ultraje a Rigor subiram ao palco com som e setlist que não ajudaram. Uma das apresentações mais esperadas por mim neste sábado acabou decepcionando... Mas Tremendão é sempre Tremendão, por isso, é claro, cantei junto os sucessos "Ciúme" e "Minha fama de mau".

 

 

Os dois últimos shows do Sunset foram de Angélique Kidjo e Sérgio Mendes + Carlinhos Brown. Neste momento, estava em um dos estandes da Rock Street assistindo ao showzaço de pop-rock da banda voltaredondense Madame Zero.

 

O primeiro a subir no palco Mundo, naquela noite de lua cheia, foi o popstar Lulu Santos. Como era de se esperar, foi hit atrás de hit, com canja luxo de Mr. Catra.

 

Na noite mais lotada desta edição do Rock in Rio, a ansiedade pelo show da diva Rihanna aumentava à medida que os relógios se aproximavam da meia-noite. Mesmo quem não era tão fã da artista, como eu, acabou contagiado pelo clima. Antes dela, um talentoso Sam Smith subiu ao palco com o repertório romântico de seu único disco. Com vários sucessos, o show foi balada do início ao fim.

 

Bastou a banda de Sam finalizar o último acorde para que o público começasse a gritar pela bad girl. E ela não decepcionou. Entrada triunfal, com um figurino duvidoso (que virou meme na internet), Riri, como é carinhosamente chamada pelos milhares de seguidores de suas redes sociais, entregou uma avalanche de sucessos. Na hora do 'world hit' "Umbrella", até eu, que no início do show esnobava a moça, já estava completamente entregue. Foi um verdadeiro arrastão musical.

 

Completamente exausta, sigo rumo à saída da Cidade do Rock com a certeza de que só a música salva. Amanhã, último dia de Rock in Rio, quero ver Suricato no Sunset; Cidade Negra, A-HA e Katy Perry, no Mundo. Sim, sou eclética.

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