Rock in Rio – O primeiro dia do festival
por Fabiane Pereira

19.09.2015

Rock in Rio

Começou o Rock in Rio!

40 graus na sombra - esta foi a temperatura do primeiro dia de Rock in Rio na Cidade do Rock. O clima de verão do inverno carioca esquentou o público e o que vi foram dois shows simultâneos durante todos os momentos: no palco e no público.

 

Nos palcos, Sunset e Mundo, veteranos e novatos promoviam shows vibrantes. Às 15h30, pontualmente, a banda Dônica - que tem entre seus músicos, Zeca Veloso, filho de Caetano - abriu os trabalhos da sexta edição do festival junto com o maestro Arthur Verocai e não fez feio. Em seguida, o encontro musical do Ira!, com Rappin Hood e Tony Tornado também foi bonito - um rock suingado digno do maior festival de música do planeta. Logo após, o cantor-muso Lenine subiu ao palco com o show Carbono acompanhado de mais 50 músicos entre eles uma nova safra da música contemporânea: Bruno Giorgi e João Cavalcanti (seus filhos e músicos sensacionais), Vinícius Calderoni e Tó Brandileone (da banda 5 a Seco), Carlos Posada e a banda Nação Zumbi. Um espetáculo!

 

Lenine e musicosLenine e a nova geração da música

 

Antes do final do show de Lenine, o Palco Mundo foi 'invadido' pela nata do pop rock nacional. Frejat, vocalista da (saudosa) banda Barão Vermelho, foi o primeiro artista escalado para homenagear os 30 anos do festival. Uma série de astros convidados por Dinho Ouro Preto, curador deste show, subiu ao palco para entoar hits que foram acompanhados a plenos pulmões pelo público que, a esta hora, já lotava o espaço.

 

O último show da noite no Sunset foi um dos mais emocionantes que já vi na vida e olha que assisto a uma média de quatro shows por semana. Foi ÉPICO! Zé Ricardo, curador artístico do palco (salve-salve!), com o auxílio luxuoso de Chico Chico, filho de Cássia, reuniu amigos e parceiros da cantora para homenageá-la. A partir daí foi hit seguido de hit com imagens da artista projetadas num telão ao fundo do palco e um coro afinadíssimo durante todo o set list. O dueto dos novatos Julia Vargas e Filipe Catto na música Coronel Antônio Bento animou o público. No final, as mulheres que participaram deste tributo levantaram as camisas e mostraram os seios assim como Cássia fez em seu antológico show no RIR de 2001.

 

JuliaVargas_FelipeCatto_blogJulia Vargas e Filipe Catto

 

RIR_Nando ReisNando Reis na homenagem à Cássia Eller

 

Durante os shows e em seus intervalos, o estande do Submarino promove batalhas musicais bastante animadas. Numa ação bacanérrima em parceria com a Go Pro, filmo vários lugares exclusivos e estes filmes estão sendo disponibilizados por aqui e nas redes sociais do site. O backstage do Sunset é uma GRANDE CONFRATERNIZAÇÃO - mais um golaço de Zé Ricardo, que além de curador, é músico bem sucedido.

 

No Palco Mundo, OneRepublic e os irlandeses do The Script fizeram ótimos shows mas a expectativa da noite era a volta do Queen com o vocalista Adam Lambert à frente da banda que lançou um dos maiores artistas de todos os tempos: Freddie Mercury. Faço minhas as palavras que o ator Bruno Mazzeo postou em seu facebook: Como eu nunca tinha visto esse cara, nem esperava que Freddie Mercury ressuscitasse, nem sou hater, tô achando o show do Queen mais maneiro do que achei que acharia.

 

A atuação de Adam Lambert dividiu o público tanto no gramado quanto nas redes sociais. Pra mim, ele superou todas as expectativas. Revezando as canções e os figurinos INCRÍVEIS (foram quatro, no total), o cantor em momento algum demonstrou estrelismo ou passou a imagem de se achar substituto de Freddie Mercury. Ao contrário, assim como o público que estava lá, Adam era assumidamente fã e prestou uma bonita homenagem. Brian May no violão e vocais cantando o clássico Love of my life foi antológico (lembrando que eu não estava em 1985).

 

Sem voz, exausta mas com o coração (e o corpo) aquecido finalizo esta primeira cobertura com uma frase do jornalista Rodrigo Pinto (apresentador do Multishow): Se música é religião, eu acho todos os músicos uma divindade.

 

Hoje rolam shows no Sunset do Korn, Ministry + Burton C. Bell, Angra + Dee Snider + Doro Pesch e Noturnall + Michael Kiske. No Mundo,  Metallica encerra a segunda noite de festival e antes sobem ao palco Mötley Crüe, Royal Blood e Gojira. Na Rock Street Brasil, a dica é assistir ao show do República. E, claro, entre um show e outro, pra matar o calor e se divertir com os amigos, passe no estande do Submarino que além de animado e supermusical tem o sistema de ar condicionado mais bombante de toda Cidade do Rock.

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