O futuro das profissões :: #CPBR9
Redação

01.02.2016

Foto: Daniel Vorley

Verdade indiscutível, Daniel: máquinas não são criativas, não têm empatia.

O professor e pesquisador Daniel Susskind nos mostrou em sua palestra o que o futuro deve guardar para nós e nossas profissões.

 

As profissões como funcionam hoje estão em crise, sim. Elas têm alto custo, são antiquadas, confusas, não muito bem resolvidas. Para “piorar”, a internet cresce de forma exponencial, com cursos online de Harvard ultrapassando em apenas 1 ano as inscrições presenciais de toda a vida da Universidade. Blogs têm mais acessos que jornais centenários. Empresas online estão substituindo empresas físicas num geral.

 

Os pessimistas dizem que as máquinas estão se tornando cada vez mais capazes e haverá cada vez menos trabalho para humanos fazerem. Já os otimistas, que há trabalhos hoje que apenas humanos conseguem fazer; que futuramente surgirão novos empregos exclusivos para humanos; e ainda, que pessoas e máquinas trabalharão bem juntos.

 

Ambos estão certos e errados.

 

Pessimistas estão certos ao reconhecer que as máquinas estão se tornando mais capazes para fazer tarefas que já existem, mas estão equivocados ao ignorar o fato de que podem surgir novos trabalhos a serem feitos no futuro.

 

Otimistas estão certos ao reconhecer que existirão novos trabalhos futuramente, mas errados por pensarem que pessoas serão melhores nessas novas tarefas do que as máquinas.

 

Para concluir, Susskind diz que, sim, máquinas estão cada vez mais capazes, vão substituir cada dia novas tarefas humanas, novos trabalhos vão surgir, sem dúvidas, mas é bem provável que as máquinas também nos substituam nesses novos trabalhos.

 

É difícil evitar a conclusão de que haverá um declínio contínuo na necessidade de profissionais humanos, mas isso é em muito longo prazo.

 

E é claro que existem áreas em que as máquinas nunca poderão nos substituir. Elas são boas em tarefas de rotina, e só. As tarefas que não são de repetição são predominantemente humanas. Máquinas não pensam, não são criativas, não fazem julgamentos, não têm empatia.

 

As profissões como conhecemos hoje deixarão de existir, mas serão decompostas em tarefas, e essas serão divididas entre: tarefas de repetição ou rotina e tarefas que não são desse tipo.

 

A boa notícia é que até chegarmos nesse ponto, a internet deverá muito mais popularizada, todas as pessoas do mundo, sejam elas pobres ou ricas, terão acesso à essa ferramenta e, também, aos cursos online de Harvard. Todos estão trabalhando pra isso! (;

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