As mentiras que contamos todos os dias…
Fabiane Pereira

15.07.2015

Uma mentirinha aqui, outra acolá... Cuidado pra não virar compulsão.

Há pouco tempo, publicaram uma matéria sobre uma estudante coreana de 17 anos, moradora dos Estados Unidos, que enganou toda a família e a imprensa local ao dizer que foi aceita em Harvard e Stanford (duas das mais prestigiadas universidades do mundo). Além disso, que o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, ligou pessoalmente pra ela pedindo que fosse estudar em Harvard, já que foi lá que o empresário mais bem-sucedido da era das redes digitais se formou, entre outras lorotas.

 

Obviamente, a mentira foi facilmente descoberta e seus pais e amigos deixaram de vê-la como uma 'gênia'. Mas chamou-me a atenção não apenas as fabulações mirabolantes criadas pela jovem, mas sua compulsão. Grandes mentiras levam-nos a grandes humilhações quando desmascaradas; porém, são as pequenas, aquelas que diariamente praticamos, que podem transformar nossas vidas num verdadeiro inferno.

 

Amizades, relações de trabalho, amores, paixões avassaladoras podem chegar ao fim por ruídos mal interpretados causados por pequenas mentiras.

 

Quando se diz, pela enésima vez, que 'já está chegando' e ainda nem entrou no banho, alguém pode romper definitivamente com você.

 

Quando você confirma presença num evento e, mais uma vez, deixa de ir e de se desculpar, alguém pode não convidá-la mais.

 

Quando alguém liga, você não retorna, e ainda diz que nem viu a ligação, pode perder uma grande oportunidade de trabalho.

 

Quando você quebra um objeto de valor e diz que já o encontrou assim, alguém pode se prejudicar ou até mesmo ser demitido por isso.

 

Quando culpamos o engarrafamento (quem nunca?!) pelos atrasos diários, estamos colocando também nossa credibilidade em xeque.

 

Enfim, pequenas mentiras são alimentadas e, pior, aceitas socialmente no dia a dia, mas podem virar grandes confusões. Pensemos todos.

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