Foi dada a largada: vem #CPBR9 !
Luisa Clasen

26.01.2016

Hoje começa o maior evento de tecnologia e cultura digital, a Campus Party. Esta edição brasileira, que já está com ingressos esgotados, espera receber 8 mil campuseiros e 120 mil visitantes na área aberta, chamada Campus Experience. O foco principal do evento este anoda #CPBR9 é "Feel the Future", que será uma fundação com mais de mil profissionais de diversas áreas do conhecimento para pesquisar a sociedade e entender como vamos viver daqui a 15, 30, ou até 50 anos, quando a previsão é de que todo o trabalho que hoje é feito por humanos seja realizado por máquinas. Ousado? Pode até ser, mas com certeza tem a cara da Campus Party, que sempre previu tendências mundiais.

 

Outra novidade são os formatos das palestras: os palcos ficaram mais baixos e os conteúdos terão entre 25 a 30 minutos, para que o tempo de perguntas seja mais longo, permitindo uma interação maior entre público e palestrante. Tudo isso pode ser acompanhado ao vivo pelo site Campuse.ro, então se você não está em São Paulo, se liga lá!

 

Dois temas foram supercomentados durante a coletiva de imprensa. O primeiro foi o anúncio de uma nova Campus Party brasileira, em Brasília! A cidade vai receber o evento no segundo semestre de 2017, e o tema principal será transparência e abertura de dados. Nada mais adequado pra se discutir na nossa Capital Federal, certo? A Campus Party acredita que os dados disponíveis para nós, cidadãos, não estão sendo usados em todo o seu potencial, então a Campus Party Brasília pode ser um empurrãozinho para melhorarmos nosso senso de cidadania e combate à corrupção.

 

O segundo tema quente foi a carta aberta do presidente do Instituto Campus Party, Francesco Farrugia, ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira. Este é o primeiro ano em que o evento não recebe o apoio da Lei Rouanet, que fomenta projetos culturais. A justificativa oficial foi a de que o evento é sobre tecnologia e não cultura. Reforçando na carta e ao vivo, Francesco afirmou que o ministro compartilha de sua própria opinião e que o conteúdo na carta não é nenhuma novidade para ele, ou seja: não é um ataque ao ministro. Parece que motivos maiores fizeram com que o benefício não fosse concedido à CP...

 

Um ponto importante nesta questão é: a Campus Party consegue existir sem Lei Rouanet. Mas e tantos outros eventos menores que também abordam cultura digital que podem perder o acesso e possivelmente até deixarem de existir sem essa grana? Deixo abaixo alguns trechos inspiradores desta carta aberta: "Negar incentivo à cultura digital não só é negar o presente, é excluir o futuro de milhões de jovens de todo o Brasil. Entender que cultura é só música erudita, música folclórica e livros, além de injusto, é ter uma visão conservadora da cultura. [...] No Ministério da Cultura, talvez desconheçam que hoje a cultura digital tira dezenas de milhares de jovens do narcotráfico, dando oportunidades àqueles excluídos das universidades e até escolas. [...] Negar a cultura digital é como pensar que só se pode comunicar com jornais, e não com um blog, que só existe o desenho pintado e não em 3D. [...] Está em curso uma mudança de paradigma cultural: é a primeira vez na história da humanidade que os filhos ensinam aos pais."

 

A carta (maravilhosa) na íntegra você pode ler aqui

 

Vida que segue, esta Campus Party promete ser incrível! Confira aqui a programação de palestras e não perca os conteúdos exclusivos do estande do Submarino na Campus Experience! Eu e vários amigos estaremos lá: Jovem Nerd, Natalia Kreuser, Sr. K, Castro Brothers e muito mais.

Tudo a ver com

Submarino na Campus Party