Como o life coaching mudou a minha vida
Fabiane Pereira

13.04.2016

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Nunca fui uma 'rebelde sem causa' nem tive problemas sérios de relacionamento com meus pais durante a infância e/ou adolescência; logo, na minha ignorância juvenil, eu não precisava de terapia e, obviamente, desconhecia seus (inúmeros) benefícios. Após a morte do meu pai e do término de um namoro conturbado, senti, pela primeira vez, a necessidade de procurar um profissional que me ajudasse a encontrar o equilíbrio (se é que isso é possível).

 

Naquela época, aos 23 anos, recém-formada (e dura!) numa metrópole e, parcialmente, órfã, eu poderia (sem exagero!) tatuar a antológica frase de Maysa na testa: 'meu mundo caiu'.

 

Foi aí que, pela primeira vez, a análise entrou na minha vida apesar de eu nunca ter "me encontrado" nela. Ao longo de sete anos, mudei de terapeuta cinco vezes (um recorde, não?). E só permaneci ao longo de tanto tempo, semanalmente, naquele divã, porque tenho ascendente em capricórnio e lua em touro, ou seja, sou a personificação da persistência (ou da teimosia, como queiram) - a astrologia é a única explicação plausível que me faz compreender minha insistência em continuar um 'tratamento' que nunca 'dialogou' comigo.

 

Quando Balzac bateu em minha porta, fiz uma sincera retrospectiva dos meus últimos anos e muitas conversas profundas surgiram a partir daí. Numa delas, Paulinho Moska, amigo que muito estimo, me contou como o life coach mudou seu modo de enxergar o mundo e suas diversas dimensões. Como suas crenças limitantes impediam-no de alcançar objetivos bobos... e, fascinado, me descrevia as mudanças que passaram a fazer parte do seu dia a dia a partir de uma reprogramação neurolinguística.

 

Imediatamente pedi o 'segredo' desta fórmula mágica e com a 'senha' em mãos, liguei no dia seguinte. Dois dias após daquele papo, eu estava sentada diante de Larissa Bracher (ainda sem saber que ela me treinaria tão bem, que eu mudaria todo o rumo da minha vida).

 

Antes que me perguntem: não mudei de cidade, não me casei, sequer mudei de profissão. Mas já na primeira sessão, ao ouvi-la falar sobre esta técnica (eficientíssima) de desenvolvimento humano, repleta de ferramentas motivacionais capaz de transformar desejos/metas/objetivos em realização concretas, eu estava completamente entregue.

 

Ao longo do 'treinamento', cujo tempo varia de pessoa pra pessoa, aprendi a exercitar meu cérebro e entendi que, como qualquer parte do corpo, ele precisa de exercício. O ir e vir dos pensamentos podem ser controlados através de treinos eficazes que mudam a curto, médio e longo prazo durante a vida. "Os exercícios seguidos das ações são os fundamentos do coaching", declara Larissa. "Se para hipertrofiar alguma parte do corpo é preciso exercício físico, acreditamos que a mente não funciona diferente", completa.

 

Todo mundo tem crença limitante. Uns mais que outros, mas todos somos 'beneficiados' pelas imposições da família, amigos e da sociedade em volta. Eu era um oceano de crenças limitantes - crença limitante vai desde 'achismo moral' até fobias impeditivas crônicas. Mas, acredite, em pouco mais de um ano de treinamento eu já havia me livrado de mais da metade delas.

 

"Nós, coaches, temos técnicas para reconhecer os padrões limitantes de cada coachee (paciente) e em seguida ajudá-los a caminhar em direção às quebras destes padrões, através de metas que podem ser de curto, médio e longo prazo. Qualquer pessoa pode ter o acompanhamento de um coach. O processo só não é recomendável àqueles cuja questão é de saúde mental", explica Larissa Bracher.

 

Sou uma entusiasta desta técnica. Costumo dizer que 'descobri a grande fórmula da existência'. Mas pretensões à parte, o life coach me mostrou, na prática, que tudo tem dois lados (muitas vezes, os conselhos e exercícios se assemelham às filosofias espiritualistas, mas é tudo física). Redirecionei minhas metas com a ajuda de 'uma tabela de Excel cerebral' e passei a aplicar na minha vida técnicas de neurolinguística com exercícios diários (a verdade é que estamos sempre em processo de redirecionamento e aprendizado).

 

Tá confuso? Larissa exemplifica: "um bom começo é transformar problema em solução. Nossa mente age quanticamente no positivo. Em vez de dizer 'não consigo gostar do meu trabalho', tente 'eu preciso encontrar maneiras de gostar mais do meu trabalho' ou ainda 'eu preciso encontrar um trabalho de que goste'. Este tipo de pensamento gera, automaticamente, uma responsabilidade do indivíduo com seu desejo".

 

Volto a dizer, é tudo física, minha gente!

 

Pra começar a treinar em casa, após ler esta matéria, aqui vai um exercício capaz de gerar 'memórias futuras'. "Visualize onde gostaria, com quem gostaria e como gostaria de estar no futuro. Isso gera motivação para percorrer o caminho até lá. Pensamentos positivos geram ações positivas; pessoas confiantes, mudanças pragmáticas de rotas e, consequentemente, resultado satisfatório", ensina Larissa.

 

Uma informação importantíssima em relação a este treinamento: ao contrário da terapia, que trabalha a partir de acontecimentos passados para uma compreensão mais ampla do presente (superficialmente falando), o life coach trabalha com as ferramentas que o indivíduo possui naquele momento e, a partir delas, desenvolve métodos para se alcançar desejos/metas/objetivos. Esta diferença foi fundamental para meu 'encontro' com esta forma de autoanálise.

 

E para encerrar, pergunto à Larissa, que também é atriz, como o coach entrou em sua vida, e a resposta ilustra com precisão as peculiaridades desta técnica. "Entrou à medida que eu senti que dentro de mim havia muito mais material de amor ao ser humano do que somente no exercício da interpretação. Queria laborar no dia a dia e não quando aparecesse trabalho. Quis provocar o ofício e não ser provocada por ele. Me automotivei e fui à luta: fiz o curso de life coach, em seguida o de programação neurolinguística e depois o de hipnose Ericksoniana. Isso tudo quando meu filho só tinha 10 meses. Travei uma bela batalha e hoje digo: valeu a pena cada segundo".

 

Meu desejo é que todos aprendamos a provocar nossas reais demandas e não ser provocadas (ou absorvidas) por elas. Brindemos!

 

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