Bienal do Livro Rio – Recorde de Público
Fabiane Pereira

14.09.2015

Ela se chama Fabiane, ele se chama Pedro Gabriel.

A XVII Bienal do Livro no Rio de Janeiro foi sucesso absoluto de público e de vendas. Crianças e jovens foram maioria durante os onze dias de evento e a visitação superou em 12% a expectativa dos organizadores. O público infanto-juvenil foi atraído por autores de best-sellers, e nomes como Affonso Solano, Rafael Monteiro, Thalita Rebouças, Raphael Draccon e Carolina Munhóz (todos entrevistados no estande do Submarino - golaaaço!) saem da maior feira literária do país ainda mais consagrados.

 

O último dia no estande do Submarino teve uma programação eclética, assim como os demais dias, atraindo pessoas de todas as faixas etárias. O primeiro bate-papo do domingo foi com o jornalista e escritor Silvio Essinger, que nos explicou as diferenças entre escrever para um periódico diário e aprofundar uma pesquisa temática para um livro. Autor de vários títulos, como "O Baú do Raul Revirado", "Batidão - Uma História do Funk" e "Almanaque anos 90", Silvio também falou sobre seu processo criativo e seu trabalho de pesquisa de campo.

 

Na sequência, conversei com Pedro Gabriel, conhecido pelo projeto "Eu me chamo Antônio", em que cria versos em guardanapos. Lançado pela editora Intrínseca, os volumes 1 e 2 do livro são sucessos editoriais. Pedro nos contou que nasceu na África e só veio morar no Brasil aos 13 anos, é formado em publicidade. Numa sexta de chope pós-expediente começou a escrever em guardanapos, porque havia esquecido seu caderno no trabalho. A partir daí, surgia um projeto que já conquistou milhares de seguidores e vendeu outros milhares de livros. Simpático e muito atencioso, Pedro autografou dezenas de livros e respondeu a várias perguntas de uma plateia curiosa.

 

Finalizando os bate-papos no estande do Submarino (já estou com saudades!!), conversei com quatro jovens autores (superempreendedores, diga-se de passagem!) sobre o gênero conhecido como Young Adults. Ana Beatriz, criadora da fanpage Leitora da Depressão, Michel Uchiha (do blog No Meu Mundo), Clara Mello (do Blog da Clara), e Sofia Soter, da Capitolina, falaram sobre a produção de conteúdo voltada para este universo adolescente (ou jovem adulto). Com uma plateia participativa e interessada, o papo foi eclético: de sugestão de pautas passando por clubes de leitura e eventos literários até maneiras de fomentar novos públicos.

 

Para quem acha que jovem não lê e que antigamente lia-se muito mais, melhor mudar os conceitos, porque o principal público do mercado editorial no país já é esta turma entre 12 e 22 anos. Muitos passam a se interessar por este universo mágico através do gênero fantasia. Então, incentivemos nossas crianças e nossos jovens. A partir desta Bienal eu só vou presentear meus amigos com livros, esta será minha forma de fazer a diferença. Que tal você tentar também?

 

OBS: Submarino, OBRIGADAAAAA por esta experiência INCRÍVEL! Em 2016, tem Bienal em SP e estamos aí pro que der e vier!

 

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