Bienal do Livro Rio – #ComoPublicarUmLivro
Fabiane Pereira

12.09.2015

Último final de semana da Bienal do Livro e uma constatação: crianças e adolescentes leem SIM e leem MUITO - tanto que já são o principal segmento consumidor de livros no país. E engana-se quem pensa que eles só leem na internet. Estandes e corredores estão lotados desta turma, entre 7 e 18 anos, carregando sacolas cheias, aproveitando também os ótimos descontos desta reta final.

 

O Submarino está promovendo uma série de bate-papos com personalidades e escritores (veja a programação completa aqui), que têm movimentado bastante nosso estande - cá entre nós, um dos mais charmosos de toda a Bienal!

 

Nessa sexta, rolaram dois papos bem distintos, mas ambos muito interessantes. O primeiro foi com a jornalista Ruth Rendeiro, que transcreveu para um livro sua história pessoal. Diagnosticada com câncer de mama, a autora ficou viúva durante seu tratamento quimioterápico - o marido teve leucemia e faleceu apenas três meses após o diagnóstico. Sua superação veio através de "Até que o câncer nos separe", onde descreve todos os momentos complicados e fala sobre a importância da família e dos amigos para amenizar as grandes perdas. Além de Ruth, a conversa contou com a editora da Bookstart, Fabiana Potter, que falou sobre os benefícios de se publicar um livro através do financiamento coletivo literário.

 

O mais bacana destas conversas é ver o estreitamento da relação do autor com seu leitor e ainda entender que os processos criativos variam muito de escritor para escritor.

 

A segunda entrevista do dia foi com o editor da Novo Conceito e escritor Felipe Colbert. Atencioso e superdidático, Felipe nos contou que, além de escrever (muito), também exerce outras atividades para ajudar novos escritores a publicarem seus livros de acordo com as regras do mercado editorial: o coaching literário e as leituras críticas (para saber mais detalhes entre no site felipecolbert.com.br). Autor do best-seller "BelleVille", livro mais vendido na Bienal SP do ano passado, e do recém-lançado "Para continuar", Felipe deu uma dica valiosa para a plateia que o escutava atenta: faça um BOOK PROPOSAL.

 

Oi?? Se você também nunca tinha ouvido falar sobre isso, lá vai: um book proposal é uma amostra do seu manuscrito, a primeira ferramenta de marketing que o autor pode utilizar para engajar o editor. "Você precisa convencer uma equipe editorial e fazê-los pensar: 'precisamos publicar esse livro a todo custo'. Este é o papel do book proposal, que precisa ser dinâmico, ao contrário da leitura de um manuscrito. Além disso, deve conter todas as suas credenciais e também como ele se diferencia dos outros livros do mercado", explica Felipe.

 

Superdica, né?!

 

A Bienal é o maior evento literário do país, onde o LIVRO é o astro principal e seus autores, estrelas de primeira grandeza. Este ano, o grande homenageado do evento é o criador da Turma da Mônica, o cartunista Maurício de Souza, e a Argentina é o país homenageado. Nossos hermanos estão promovendo uma extensa e interessante programação cultural em diversos pontos da cidade, durante todo o mês de setembro, e não apenas no Riocentro - vale dar um goggle e buscar mais informações.

 

Neste sábado, o estande do Submarino estará movimentado. Teremos cinco bate-papos. Abrirei os trabalhos com a Clarice Freire, autora de "Pó de Lua". Em seguida, Pathy dos Reis e Maria Carolina Passos falam sobre conteúdo no YouTube. Bruna Vettori, do "Rotina & Rabisco", é minha terceira convidada. Luiz Moura, autor que publicou através de financiamento literário, também vai passar pelo estande. Fechando o dia, o executivo editorial, Alexandre Caldini.

 

A Bienal rola até amanhã, das 10h às 22h. Venha nos visitar!

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