Bienal do Livro São Paulo – Leitura para todos os gostos
Fabiane Pereira

08.09.2016

Dizem que o brasileiro lê pouco. Dizem não. De fato se compararmos o Brasil com vários países no mundo, nós, brasileiros, lemos bem menos que a média. Mas quem participa da Bienal Internacional do Livro de São Paulo não tem essa impressão. Todos os dias o Pavilhão do Anhembi ficou lotado de crianças, jovens, adultos e idosos. Gente de todas as idades e classes sociais participaram (muito) dos bate papos que rolaram no estande super charmoso do Submarino mediados por mim.

 

Como a pauta das entrevistas foi bem diversa, também recebemos pessoas de interesses distintos e isso, como toda pluralidade, enriqueceu muitíssimo nossa proposta de promover livros e autores que participaram desta maratona literária. Falamos sobre história, astrologia, amor, sexo, literatura fantástica, ficção científica, gastronomia, educação, superação, esforço físico, atletismo e muitos outros assuntos foram surgindo a medida que a conversa avançava.

 

Ao todo, recebemos vinte e quatro autores e t-o-d-a-s as entrevistas contaram com a participação ativa e interessada do público presente e dos que nos acompanharam através das redes sociais - junto com o Skoob, o Submarino fez um trabalho personalizado de divulgação nas redes sociais e agradou muitíssimo os internautas. Perguntas vinham dos quatro cantos do país.

 

Um evento que recebe 684 mil visitantes em dez dias de duração é sucesso absoluto. Porém segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL) a bienal não atingiu a meta de público que era de 700 mil visitantes. Pra mim, que estive no evento todos os dias, fica a certeza de um país melhor porque não creio ser possível tantas crianças e adolescentes cheios de sacolas repletas de livros continuarem não entendendo que só a educação é capaz de mudar o futuro e transformar o Brasil num país com justiça social.