Ainda sobre Empatia
por Fabiane Pereira

08.07.2015

Empatia

Vídeo da Royal Society of the Arts sobre a diferença entre empatia e simpatia.

Meu último post neste blog foi uma ode à empatia, esta capacidade desenvolvida por nós, seres humanos, de nos colocarmos no lugar do outro (e escassa nos dias atuais, diga-se de passagem!). Talvez eu tenha teorizado mais do que exemplificado e, no dia-a-dia, a empatia pode ser exercida de inúmeras maneiras e todas elas ajudam a pacificar a convivência social.

 

Quando não cortamos nenhum tipo de fila, seja no cinema, banco, mercado ou em qualquer lugar, estamos exercendo a empatia. Se o outro pode esperar para ser atendido, eu também posso e devo, afinal, ele chegou primeiro. Parece óbvio mas muitos ainda insistem neste mau hábito.

 

Quando abraçamos campanhas como as promovidas pela Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual do Estado do Rio de Janeiro que convidam a população a discutir os reais motivos das LGBTfobias e a entender que não é preciso ser gay, lésbica, negro ou trans para lutar por estas causas.

 

Quando entendemos que o movimento feminista não tem o direito exclusivo de falar sobre a mulher e suas questões, muito menos de legitimar o sexo feminino em detrimento do masculino mas convidar ambos a pensarem em soluções que igualem os gêneros.

 

Quando nos conscientizamos que o trânsito nosso de cada dia é um exercício de civilidade generalizado e que o problema da violência não vai se resolver ao blindarmos nosso carro (Pasmem! O Brasil é o país com o maior número de carros blindados no mundo).

 

Quando esbravejamos e cobramos providências da justiça, igualmente, pela perda de vidas humanas de maneira violenta e ultrajante em qualquer região da cidade (do Estado, do país, do planeta) e não apenas quando estas acontecem em 'nosso quintal'.

 

Quando entendemos que 'quem tem fome tem pressa' (Salve Betinho!) e medidas assistencialistas são, num primeiro momento, as únicas fontes de sobrevivência de milhares de pessoas. Quando buscamos soluções em vez de transferir a culpa de todas as mazelas do país para o governo.

 

Quando ensinamos aos nossos filhos que etnia, religião e orientação sexual são apenas três campos de uma ficha cadastral e que todas as respostas são possíveis, legítimas e igualmente normais.

 

Quando praticamos o desapego material e espiritual estamos exercendo a capacidade de nos colocar no lugar do outro. A empatia pode mudar o mundo. Vamos tentar??

Tudo a ver com

livros de sociologia